meu texto rejeitado para o faça vc mesmo,do site da bizz

 senhores
 enviei o texto abaixo à secção faça vc mesmo,da conceituada revista bizz,numa tentativa de sensibilizar a quem de direito aos clamores da turba que frequenta a comunidade da mesma revista,no site de relacionamentos orkut,que tem veementemente sugerido a inclusão de yours truly  no staff de colaboradores da mesma,clamores esses que contaram até com a tentativa de fernando furtado,empresário do grupo de música jovem skank,de fazer um apelo pessoal a ricardo alexandre,o editor,em meu favor.até agora,essas tentativas naufragaram,mas não esmoreceremos.segue,na íntegra,um fac simile do texto.leiam-no,por favor,e sintam-se a vontade para tecer críticas,ou justificar a sua não inclusão no site…
 

a morte do cd e o fim do conceito do álbum

com o advento da web,qualquer disco,hodierno ou não,pode ser baixado gratuitamente sem maiores dificuldades,restando como consumidores apenas os colecionadores,os que ainda não tem acesso a rede e os que tem,mas ainda são imbecis demais para usufruírem dela.para a minha geração,que se educou no rock(e outros generos tb)dos anos 70,isso pode soar como algo maravilhoso,já que àquela época,tinhamos que esperar cerca de um ano,para ouvir apenas alguns dos lançamentos sobre os quais líamos.porém,o que de fato ocorre é que,ao contrário de baixar albuns e fazer uma coleção virtual,as pessoas(case in point:os jovens)fazem uso de softwares como o i-tunes,lime wire ou kazaa,para aduirirem apenas as musicas hypadas,as que tocam no rádio ou na trilha da novela das 8.o que é mau,pois,ainda que nem todos os albuns sejam conceituais,são elaborados obedecendo a certos preceitos,mesmo que apenas uma mera ordem cronológica,e a simples audição de uma das canções fora desse contexto,pode passar impressão diversa da pretendida.

consequencias imediatas:a facilidade obscurece o ímpeto da pesquisa,para a molecada,um faith no more ou mesmo um green day já assumem o epíteto de "clássicos",nenhum dessses mauricinhos jamais vai se interessar a pesquisar sobre um creation(ou mesmo um kinks,para ficarmos em exemplos mais óbvios),sequer podemos fazer piadinhas relacionando o jeff beck group ao beck,por que este já anda meio esquecido e não raro encontramos quem desconheça quem seja.

além disso,hoje todos são djs.nada contra o cara ter o seu acervo baixado,ou mesmo em mp3(meu caso atual),mas a função primordial de um dj,que é nos apresentar novos sons,inexiste hoje,todos tocam as mesmas coisas,dentro de seus respectivos nichos.cria-se assim um abismo cultural intransponível:ou vou ao satã,escutar as mesmas coisas que ouvia há 20 anos atrás(poesie noire,klinik),ou vou a um buraco mais prafrentex(essa foi do baú,rs)ouvir killers ou arghtic monkeys(indubitavelmente,uma das 10 piores coisas de todos os tempos),e conhecer manés que nunca ouviram falar de new order ou depeche mode.as gravadoras,cobrando preços exorbitantes pelos cd´s,não colaboram muito para uma solução imediata.

e esta?qual seria?a curto prazo,seria difícil.falta para essa pivetada aguçar um pouco a curiosidade.se estou baixando albuns de alguém no so sick,cujo gosto se assemelhe ao meu,procuro baixar os ítens que ele tenha e eu nunca tenha ouvido falar.é assim que se pode conhecer coisas novas dentro do seu campo de interesse.ainda é pouco,mas já é um começo…

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